Caos na Educação: como conter o avanço?

O caos na educação é o centro do debate sobre a falta de investimento, baixo salário dos professores, pais e responsáveis que não participam, entre tantos outros assuntos.

Em contrapartida, todos sabem o quanto a educação é essencial para o desenvolvimento da sociedade. Para muitos, é preciso resolver todas as questões estruturais até que surja uma luz no fim do túnel nesse âmbito por aqui.

Mas, quais fatores tornam essa situação cada vez mais difícil de resolver?

Desafios socioeconômicos atrapalham a permanência de jovens na escola

A falta de igualdade de oportunidades entre as diversas camadas da sociedade faz com que nem todos tenham acesso à escola formal, faculdade ou qualquer outro nível de formação.

Também não é igualitária a aprendizagem, uma vez que há déficit na cadeia de ensino para pessoas com deficiências físicas e intelectuais, assim como as que têm qualquer dificuldade.

O movimento Todos Pela Educação lançou o Anuário 2020 com dados referentes aos níveis de desenvolvimento socioeconômico dos alunos e demais monitoramos.

Enquanto o início do Ensino Fundamental tem boa adesão, as demais fases da educação básica sofrem com a chamada evasão escolar.

De acordo com o Anuário Brasileiro da Educação Básica 2020, cerca de 88.631 mil crianças e adolescentes entre seis e 14 anos de idade não estão matriculados em escolas.

Esse número é ainda maior quando falamos de jovens entre 15 e 17 anos, que deveriam estar estudando no Ensino Médio: 674.814 estão fora da escola.

Todavia, a evasão escolar tem motivações muito mais complexas. As principais são:

  • Baixa renda familiar
  • Pais e responsáveis com pouca (ou nenhuma) escolaridade
  • Domicílios em áreas rurais, isoladas ou de risco
  • Trabalho infantil / informal
  • Discriminação racial ou por gênero
  • Atraso escolar maior que dois anos

Analfabetismo ainda é alto no Brasil

A taxa de analfabetismo no Brasil também surge como um dos obstáculos enfrentados pelo sistema educacional e, consequentemente, para o mercado de trabalho.

Esse número é medido pelo IBGE, por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua. Além disso, segundo último balanço, em 2018, mostra que o analfabetismo no Brasil atinge 11,3 milhões de pessoas. Isto significa cerca de 6,8% da população acima de 15 anos sem saber ler e nem escrever.

Lembrando que o Plano Nacional de Educação (PNE) de 2015 tinha como meta reduzir drasticamente o número de analfabetos no País. Mas as pesquisas indicam que, mesmo tendo caído a porcentagem, essa redução é bem lenta e os números permanecem altíssimos.

Professores trabalham em ambiente não apropriado

Segundo a Operação para Cooperação de Desenvolvimento Econômico, a OCDE, o Brasil lidera o ranking de violência contra professores de escolas do Ensino Fundamental e Médio.

Há algumas causas para que isso ocorra. Por exemplo:

  • Múltiplas situações de risco
  • Ausência de proteção
  • Problemas acadêmicos
  • Dificuldades na aprendizagem
  • Maior taxa de repetência
  • Faltas sem justificativa
  • Punições mais duras

Então, entre medidas ditas como eficazes, segundo os especialistas em educação e no sistema educacional, está a realização de assembleias em sala de aula. Os conflitos deveriam ser trabalhados de forma constante para que não houvesse brechas para atentados do tipo.

Falta de investimentos e os caos na educação

Assim, é de conhecimento de todos que há déficits no que diz respeito à estrutura das escolas já existente, à quantidade de instituições, sobretudo nas periferias, à formação dos professores, aos equipamentos de tecnologia, entre tantos outros.

Segundo o anuário realizado em 2020 pelo programa Todos pela Educação, “o gasto público anual por estudante da rede pública na média dos países da OCDE é mais do que o dobro do brasileiro, tanto na Educação Infantil e no Ensino Fundamental como no Ensino Médio”.

Além disso, os caos na educação está ligado aos investimentos em recursos didáticos, que são muito diferentes de região para região, tendo em vista que o País é continental. Quer saber mais? Conheça nosso blog!

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